Percebi que na volta às aulas, depois de quase 3 meses de férias com muita cerveja, eu não lembrava mais o nome dos meus colegas. Lembrava dos rostos, mas o nome… E a situação fica ainda mais incômoda quando um deles chega puxando papo e fala o teu nome, e tu ficas ali, tentando lembrar o nome da criatura e nenhum que vem à cabeça é o correto.
Por esse motivo, vamos tentar criar uma técnica para enrolar, ou não, a conversa com qualquer pessoa que você conheça, até o nome do ser humano à sua frente ficar na ponta da sua língua.
1. Usando o lado emocional. Vem aquela pessoa que tu gostas, por quem tu tens um carinho especial, é muito querida, mas, qual é o nome dela mesmo?
— Oi Rodrigo! Tudo bem?
— Oi… (o segundo cruel) querida! Comigo tudo, e contigo? — use palavras legais como querida(o), amiga(o), gatinha(o), guri(a), muleque, parcero, teu, meu, faxa e afins.
Ou é aquela pessoa que você não gosta.
— E aí Rodrigo? Beleza?
— Tudo certo seu mané. Já se f*deu hoje? — parta para a baixaria e se livre rapidamente da pessoa, enquanto os socos na cara não te deixam inconsciente no chão.
2. Usando relacionamentos com a família. Mostra que você tem uma certa intimidade com a pessoa e a família dela.
— Oi Rodrigo! Tudo bem?
— Tudo bem comigo! E com… (rápida olhada para cima) a filha mais querida do Seu João?
— Ele morreu ontem. —pode acontecer daquela pessoa que é a referência não existir mais.
— … (agora olhe diretamente para cima, para o céu, junte a palma das mãos, se ajoelhe no chão e tente parecer o mais católico possível).
3. Usando movimentos bruscos com o corpo. Mostre que você não tem problemas em se relacionar com pessoas do mesmo sexo e chegue junto.
— E aí Rodrigo? Tudo em cima?
— Vem aqui cara! Humpfff… (um abraço forte, de urso).
— Tu tá loco meu? Vai si f*dê seu b*cha! — a pessoa vai rapidamente embora, mas os outros espectadores da cena podem ficar pensando coisas de você.
4. Usando o longo tempo que não se vêem ao seu favor. Qualquer desculpa é válida.
— E aí Rodrigo? Ainda se lembra de mim?
— Não lembro. Estou cego. Caiu ácido nos meus olhos.
— Você não deveria estar usando óculos escuros?
— (pensa pensa pensa) Foram roubados há pouco, ainda não comprei novos.
— E a tua bengala?
— (mas que droga! pensa pensa pensa pensa) Escorregou bueiro a dentro e não consegui mais pegar.
— Teus olhos me parecem normais. Que tipo de ácido foi esse?
— (muita calma, não ponha tudo a perder, escolha um nome difícil) É ácido acetilsalisílico. Muito forte. Está destruindo as calotas polares.
— Isso é Aspirina rapá! Tu tá me enganando safado?
— … (caia no chão dizendo que a pessoa a sua frente está te batendo e espere que alguém te ampare. Ou espere que seu amigo comece a te bater mesmo).
5. Usando sua cara-de-pau. Fique marcado para o resto do mês como aquela pessoa que passou por mim e fez que não me viu.
— Oi Rodrigo! Tudo bem?
— … (olhe para o outro lado, ponha as mãos em formato de concha nas orelhas, como se quisesse ouvir uma música mais atentamente e comece a dançar enquanto passa descontraidamente ao lado do seu amigo).
6. Usando a sua completa falta de neurônios. É tipo aquela luta: vale-tudo.
— Oi Rodrigo! Tudo bem?
— Aaaaaaaaa alienígena! Aaaaaaa… (saia correndo para o lado contrário do seu amigo, em zigue-zague, tropeçando nas coisas e nas outras pessoas).
7. Usando a verdade. Deixei por último porque é a maneira mais ineficaz, mais chata e mais difícil.
— Oi Rodrigo! Tudo bem?
— Mil desculpas, mas não recordo o teu nome. Qual é mesmo?
— Nunca mais fala comigo seu ingrato! — pois é, a verdade às vezes é cruel.
eu a-do-ro o que tu escreve.
tu que deveria ir pro lado da redação, xuxu.
bjo bjo
Também adoroooo!!!!
Vc escreve muito bem Rodrigo…
Mas vcs tem que concordar comigo que ele sabe um pouco de tudo e faz bem tudo ne?…Parabéns!!
Adorooo
bjus
aaaahhh…
agora tudo faz sentido!
todas as vezes que me cumprimentaste…. canalha.
Não posso negar nem afirmar que utilizo todas essas técnicas no dia-a-dia. Mas posso dizer que uma que utilizo sempre é:
- Oi Rodrigo, tudo bem?
- Oi… tudo! E contigo?
hehehehehehe